Topo
Prefeitura Municipal de Quixadá
TAMANHO DA FONTE: A+ A A-
Contraste

Notícias

Cerca de seis mil pessoas recebem moradias em Quixadá

Novas 1.454 unidades habitacionais foram entregues nesta quarta-feira (28) à população de Quixadá, no Sertão Central cearense. São quase seis mil pessoas que garantiram o sonho da casa própria. Uma parceria entre Governo do Ceará e União, por meio da secretaria estadual e do Ministério das Cidades, as moradias do Residencial Rachel de Queiroz integram o programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). As famílias contempladas com as casas terão, além da garantia de um lar, acesso à educação, segurança, ao lazer e a sistemas de abastecimento d’água, de esgotamento sanitário e drenagem.

O governador Camilo Santana entregou as primeiras chaves das casas aos contemplados com o programa e disse que, futuramente, os moradores poderão ampliar a estrutura da residência. “O maior sonho de uma família é ter a casa própria. E eu sei que, nesse tempo, vocês tiraram do apertado salário de vocês para pagar aluguel. Agora, vai sobrar mais um dinheirinho para investir na vida de vocês e dos filhos”, destacou.

Acompanhado do secretário das Cidades, Jesualdo Farias, e do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o governador disse, ainda, que vai instalar um posto policial no residencial para garantir a segurança dos moradores. O chefe do Executivo também garantiu o recapeamento de estradas do município. “Que este momento possa se repetir por outras cidades do Ceará”, projetou Baldy.

Na manhã desta terça, o governador também participou de entrega do maior residencial popular de Fortaleza, beneficiando quase três mil famílias da Capital. Nos últimos três anos, mais 23 mil unidades habitacionais foram entregues no Ceará, somando obras do PMCMV e convênios com municípios e Projeto Maranguapinho.

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques, parabenizou a ação dos Governos Estadual e Federal e antecipou que mais unidades habitacionais serão construídas em breve no município. “Vamos construir, além destas casas, mais mil moradias. Os que ficaram de fora do sorteio (do PMCMV) terão moradias garantidas”, afirmou. “Além disso, muito obrigado, governador, pelo empenho para ofertar o curso da Faculdade de Medicina em Quixadá, que já é uma realidade”, continuou.

O investimento aplicado na construção do Residencial Rachel de Queiroz é da ordem de R$ 98,4 milhões. Do montante, R$ 12,6 milhões são oriundos do Tesouro Estadual.

Moradia digna

No conjunto habitacional, uma creche poderá atender até 224 crianças. Na escola fincada próximo às moradias, 360 vagas estarão disponíveis para os jovens. Nas proximidades, quadra poliesportiva, academia de ginástica, parque infantil, além de uma área arborizada desenham uma nova rotina para a população do residencial. Um Centro de Referência e Assistência Social (Cras) também está instalado na localidade para atendimento de até 2.500 famílias. As moradias têm 42,5 m² e possuem dois quartos, banheiro, sala, cozinha e varanda. As portas apresentam dimensão apropriada para quem tem alguma deficiência especial.

A urgência da casa própria

A alegria de receber a casa própria, conta Marciana Viana, se fortalece com a economia. Atualmente morando de aluguel com o pequeno Wesley, 5, e com o marido, a agricultora de 33 anos desembolsa R$ 300 do orçamento familiar para garantir a morada. “Pode parecer pouco, mas faz uma falta danada”, ressaltou. “O que eu investia no aluguel, agora vou colocar mais comida na mesa”, calculou rapidamente.

Marilda de Oliveira, de 46 anos, e a filha Mariana, 16, não moravam de aluguel, mas narram a urgência da casa própria. Mãe e filha moram com a avó de Mariana em uma casa que acolhe outras duas irmãs de Marilda. “Eu moro na casa da minha mãe, e lá não tem esgoto. Quando vi o (programa) Minha Casa Minha Vida, me inscrevi. Mas eu nunca pensava que fosse receber”, disse Marilda, que trabalha como merendeira em uma escola pública. “A gente já passou por muitas coisas lá (na casa da avó), então é muito bom (ter o próprio lar). A gente precisava fazer a reforma lá, mas não tivemos condições de fazer”, interrompeu a jovem.

Mãe solo desde que Mariana sequer tinha um ano, Marilda avalia a nova casa como um desafogar – de espaço e de vida. “Pra nós e pra minha mãe, porque a casa dela vai ficar mais vaga”, afirmou, olhando para o novo lar como se quisesse fazer a mudança naquele instante. “Só pelo fato de eu usar o meu banheirinho, lavar minha roupa e ter pra onde a água correr, pra mim, é uma grande vitória. Nossos amigos falam que é muito longe do colégio dela e do meu trabalho, mas a gente dá um jeito”.

Gostou? Compartilhe:

Acesso Rápido

Final de página